Quase sete décadas dedicadas ao acolhimento de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social em Salvador
Por Gerson da Silva
Revisão por Kauan Brandão
A Organização do Auxílio Fraterno (OAF) completou 68 anos no último dia 12. A instituição, fundada em 1958 pela professora e advogada Dalva Mattos, se consolidou ao longo dos anos na assistência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na capital baiana.
Durante outubro, mês que marca o aniversário da Organização, as comemorações contam com atividades de recreação infantil, como o passeio para o Projeto Tamar e a apresentação da Companhia de Teatro da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A manhã desta quarta-feira (14) foi marcada por uma missa solene no auditório, aberta ao público e presidida pelo padre redentorista Sérgio da Silva. A data da celebração religiosa foi escolhida em homenagem ao aniversário de nascimento de Dalva Mattos, fundadora da OAF.
Estiveram presentes na cerimônia religiosa autoridades como o Frei Ideário, sacerdote franciscano do Santuário Santa Dulce dos Pobres; o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça da Bahia, Ivanilton Silva; as advogadas Silvana Tourinho e Lucineide Freire, representando o atual Corregedor-Geral do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; o ex-juiz titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Salvador, Salomão Resedá; e César Albuquerque, diretor do Departamento de Promoção Social da Polícia Militar do Estado da Bahia.
“A Polícia Militar está sempre presente. Estamos sempre nesta parceria, porque é sempre bom investir no futuro do Brasil, no futuro das crianças e na preservação do amor e da fraternidade, que é a presença de Deus aqui neste plano”, relata César.
Por dentro da OAF
Localizada na Rua do Queimado, no bairro da Liberdade, em Salvador, a OAF é presidida há 15 anos pelo cearense Jozias Sousa, e atualmente presta assistência a 78 crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, acolhendo os menores que estão à espera de uma família para adoção. “Como uma família, a OAF precisa de tudo. Falando de um item: o consumo de fraldas na OAF é de 7.500 a 8 mil fraldas por mês”, afirma Jozias.
O espaço possui uma estrutura constituída por um prédio com doze apartamentos, com quatro quartos cada, sala, cozinha, despensa e dois banheiros, abrigando dez crianças e uma educadora por alojamento. Dispõe, também, de uma capela, um auditório, salão de eventos, quadra de esportes e a Loja Solidária Glória Maria, bazar cujo nome homenageia a jornalista brasileira que atuou como voluntária e adotou as duas filhas na instituição.
A equipe de funcionários é composta por multiprofissionais, majoritariamente voluntários, nas áreas de serviço social, psicologia, pedagogia, enfermagem e educação. A OAF se mantém, principalmente, por meio de doações de materiais de limpeza, fraldas, leite de fórmula, material de higiene pessoal, alimentos e roupas.
