Atriz Maria Justina Tude/ Foto por Vânia Santos
Por Vânia Santos
Revisão por Maria Fernanda Caribé
A edição de março do Nosso Sarau, realizada na última terça-feira (25), reuniu literatura, música e troca de experiências no KreativLab do Goethe-Institut, no Corredor da Vitória. O evento, idealizado pelo escritor Cacau Novaes, já se consolidou como um importante espaço de valorização da produção literária local.
Com curadoria e produção do próprio idealizador desde 2018, o sarau promove encontros entre escritores, artistas e o público, fortalecendo a cena cultural da cidade.
A convidada desta edição foi a atriz Maria Justina Tude, que participou de um bate-papo sobre a chamada literatura tudiana, compartilhando reflexões e experiências com os presentes. “Ela traz em sua performance um relato da trajetória e da obra de seu pai, além das múltiplas vivências na arte da palavra, sobretudo, da palavra poética em sua dimensão de oralidade,” conta o idealizador.

Cacau Novaes é o nome artístico de José Carlos Assunção Novaes, professor, Mestre em Letras e Doutor em Língua e Cultura pela UFBA, poeta, escritor, autor da novela “Marádida: uma luz no fim do túnel”; dos livros de poesia: “Os poetas estão vivos”, “Você não sabe do que é capaz”, “As Sandálias”, “Fonte de beber água” e “Eu só queria ver o pôr do sol”; das produções acadêmicas na área de linguística: “O sujeito nulo no português popular da Bahia” e “Português Afro-brasileiro – o preenchimento do sujeito pronominal na comunidade quilombola da Lagoinha”.
O professor também atua como produtor cultural e tem um extenso trabalho como ativista cultural, tendo também publicações em revistas e antologias no Brasil, Portugal, Argentina, Chile e Colômbia.
“O motivo principal de iniciar o sarau foi para ter um lugar onde pudéssemos reunir escritores para divulgar falar de suas obras, de seus projetos literários, promover lançamentos de livros, intercalado com música, performances e outras artes” disse Novaes.
O evento também contou com a participação de outros poetas e com a apresentação musical do cantor e compositor Di Carvalho. Além das apresentações, o público pôde participar de um bazar de livros e concorrer ao sorteio de exemplares, ampliando o acesso à leitura e incentivando a circulação de obras literárias.
“Todos os saraus que aconteceram ou que ainda acontecem na cidade de Salvador são importantíssimos, porque promovem uma promoção da cena literária soteropolitana, principalmente na divulgação dos novos autores. É importante salientar que a literatura brasileira produzida na Bahia está em um momento de grande efervescência e os saraus são, em grande parte, responsáveis por manterem essa chama acesa” finaliza o idealizador.
