Elevador Lacerda / Foto: Kauan Brandão
A cidade carrega o peso de sua longa trajetória e, ao mesmo tempo, acompanha o envelhecimento da população
Por Kauan Brandão
Revisão por Maria Fernanda Caribé
No último domingo (29), Salvador comemorou mais um aniversário e se consolidando como uma das cidades mais antigas do país, além de ser uma capital onde a população idosa cresce acima da média nacional. Os moradores mais antigos são testemunhas das mudanças e transformações sociais, e também estruturais da cidade.
Segundo o IBGE, dados de 2024 mostram que idosos com 60 anos ou mais representam 17,4% da população. A proporção de pessoas idosas na capital supera a média nacional, que é de 15,9%.
Jubiracira da Silva Santos tem 64 anos, é cozinheira e dona de um restaurante no bairro de Pernambués, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como um dos mais populosos da capital. “Sou suspeita para falar, mas uma das coisas que mais gosto na cidade é a culinária. Gosto também da energia das pessoas e da cultura. Sou grata por ter nascido aqui e por fazer parte de toda essa história”, revela.
Gerações que atravessam décadas e comemoram mais um ano de vida junto com a cidade. Com a chegada de mais um ano da cidade Soteropolitana, o número de pessoas com mais de 60 anos que moram e envelhecem na capital cresce.
França Lidia da Silva Santos, de 89 anos, reside no bairro de Pernambués. Nascida e criada em Salvador, formou uma família e acompanhou de perto as transformações da cidade ao longo dos anos. Ela afirma que muitas coisas mudaram com o passar dos anos, como a organização das festas populares, que hoje são diferentes de como eram em sua juventude.
“Nasci, cresci, casei e tive os meus filhos aqui. Adoro Salvador, aproveitei muito durante esses anos e digo para todos fazerem o mesmo’’, conta França.
