Mostra reúne mais de 100 obras de artistas nordestinos que estavam em acervo no Estados Unidos
Por Rafael Barros
Revisão por Maria Fernanda Caribé
No dia 13 de março (sexta-feira) foi inaugurada a exposição “Inclassificáveis” no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), localizado no Pelourinho. A mostra conta com mais de 100 obras de artistas nordestinos que estavam em Detroit, nos Estados Unidos, há 3 décadas.
Esculturas e pinturas de 42 artistas nordestinos estão nos dois primeiros andares do museu, refletindo temas como memória, ancestralidade, tradição e cultura popular. As obras foram reunidas por mais de 30 anos pelas colecionadoras Bárbara Cervenka e Marion Jackson, que formalizaram a doação ao espaço.
A exposição está organizada em três núcleos curatoriais: “Restituir Sentidos”, “Escolas Invisíveis” e “Cotidianos”. Entre os artistas presentes destacam-se Sol Bahia, José Adário, J. Cunha, Louco Filho e Babalu, com obras que abordam paisagens e momentos marcados por memória, cotidiano e pertencimento.
Assim, a Agência Avera, separou 5 motivos para visitar a exposição “Inclassificáveis” no Muncab:
1. Um acervo histórico raro e recém-repatriado
A mostra reúne mais de 100 obras que passaram décadas nos Estados Unidos e fazem parte do maior conjunto de arte já repatriado no Brasil. É uma oportunidade única de ver peças que ficaram fora do país por anos.
2. Representação forte da arte nordestina
Com trabalhos de 42 artistas, principalmente da Bahia, Ceará e Pernambuco, a exposição valoriza a produção artística do Nordeste, muitas vezes pouco representada nos grandes circuitos.
3. Reflexão crítica sobre racismo na arte
A exposição propõe questionar rótulos, mostrando como diferentes classificações reduzem a complexidade da arte afro-brasileira. É uma experiência que vai além do visual, mas também provoca reflexão.
4. Conexão com memória e ancestralidade
As obras retratam tradições como o candomblé e o carnaval de rua nas décadas de 80 e 90, criando uma ponte entre passado, presente e futuro, essencialmente ligado às raízes africanas na cultura brasileira.
5. Imersão em culturas e territórios da Bahia
Os núcleos da exposição dialogam diretamente com lugares como o Pelourinho e o Recôncavo Baiano, trazendo cenas do cotidiano, paisagens e vivências locais que ajudam a entender melhor a identidade cultural da região.
