Foto: Arquivo//Iolanda Maria
Mulheres ainda lutam pelo direito de gênero no esporte
Por: Iolanda Maria
Revisado por: Cauan Pacheco
Estudos e pesquisas científicas esportivas indicam que o corpo da mulher no esporte vem enfrentando uma visão negativa, não só marcada pelo estereótipo, como também, pelas habilidades atléticas em favor de sua aparência.
Segundo pesquisa feita pelo Centro Universitário Brasileiro, UNIBRA, em 8 de janeiro de 2024, muitas mulheres são questionadas quanto ao seu ‘status biológico’, e atletas que apresentam uma performance excepcional precisam submeter a comprovação de gênero. Além disso, as mulheres atletas estão sujeitas a uma objeção e uma intensa pressão para moldar-se a uma aparência feminina. Por outro lado, evidências de pesquisa de campo mostram como essa cultura compromete a feminilidade das atletas no esporte.
Com o estereotipo de sexo frágil alguns esportes foram cancelados para competição feminina por serem considerados agressivos, a exemplo do Rugby. Rugby é um esporte originado na Inglaterra, semelhante ao futebol americano, mas se se diferencia pela dinâmica do jogo: os passes são feitos para trás e o objetivo é avançar com a bola até a linha de fundo adversária.
O desafio feminino no esporte

Além das modalidades esportivas, eventos locais têm ampliado o debate sobre saúde e inclusão. Um exemplo é a Blue Run, realizada anualmente no bairro da Pituba entre outubro e novembro, como parte da campanha Novembro Azul. O evento promove conscientização sobre a saúde e é adaptado para a participação de toda a família.
O evento também abre espaço para discussões importantes, como os desafios enfrentados por mulheres na prática de atividades físicas. Durante a programação, participantes compartilharam experiências e relacionamentos vividos em ambientes esportivos, evidenciando a necessidade de maior inclusão e respeito.
A luta por espaço e igualdade de gênero no esporte segue como uma pauta relevante. Dirla Chaves, que iniciou a trajetória como patinadora em 2003, recentemente retomou a atividade, relata que muitas mulheres ainda se sentiam intimadas. “Pelos comentários de algumas amigas, vejo que elas ficam inibidas de fazer certos tipos de exercícios, principalmente quando há homens por perto.
“Para ela, a mudança passa pelo respeito: “A mulher é livre, ela tem o direito de fazer o que ela quiser. O respeito é essencial para qualificar o lugar, seja na academia ou na rua”.
Assédio nas práticas esportivas

O assédio é outro problema recorrente na rotina de mulheres que praticam atividades físicas. Situações como comentários inadequados, olhares invasivos e até buzinadas são frequentes durante atividades em espaços públicos como academias ou nas ruas, tornando-se rotina na vida desses atletas.
Pedrita Carvalho, triatleta há um ano e corredora de rua há seis anos, comentou sobre o assédio que sofre ao se exercitar ao ar livre, ”A mulher sempre é alvo de assédio, na rua a gente tá correndo e tá tendo que ouvir piadinha, buzina de carro, enfim, a gente sai nesse sol de short, de top e sempre acontece de homem ficar mexendo, ‘bulindo’.
Os desafios do período menstrual na prática esportiva feminina

Outro desafio enfrentado pelas mulheres no esporte envolve missões físicas, como o período menstrual. A falta de compreensão sobre essas condições também impacta a prática esportiva. Isabel Andrade destaca suas dificuldades. “Eu acho que o corpo mais importante de compreensão é no período menstrual, e justamente pelo menos pra mim eu tenho muita cólica e aí, na hora de praticar esporte é difícil, às vezes tem uma pressão desconfortável você não sabe o que tá fazendo, a pressão que baixa.” Comentou, Isabel.
