Foto: Miguel Soares e Eduarda Reimão
O evento debateu educação, letramento, atuação da polícia e soluções práticas sobre a temática
Por Maiane Ferreira
Revisão por Maria Fernanda Caribé
O Brasil é o 5º país no ranking mundial de feminicídio. Em 2025, 1.568 casos foram registrados, segundo dados do Fórum de Segurança Pública. Diante do crescimento do feminicídio, surge a necessidade da ampliação do debate e enfrentamento eficaz em todos os espaços, sobretudo no ambiente universitário.
Nesta terça-feira (14), foi realizada na Universidade Salvador (Unifacs) a mesa-redonda com o tema: “Direitos, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”. O evento aconteceu na sede da faculdade, no campus CTN, localizado no Caminho das Árvores, com o objetivo de levar conhecimento sobre o tema para os estudantes do campus.
O evento contou com as orientações de Ióla Nolasco, delegada da Casa da Mulher Brasileira. A convidada contribuiu com um amplo debate no espaço acadêmico, mostrando perspectivas práticas sobre a atuação policial, acolhimento às vítimas e segurança pública.
Nolasco afirmou que precisamos de centros especializados integrados atuando de forma conjunta para que se torne uma rede de apoio segura para as mulheres denunciarem.
“Temos que ser agentes multiplicadores a respeito da divulgação do não à violência doméstica, bem como de canais de atendimento, Polícia Civil, Polícia Ambiental, urgente denúncia, delegacia virtual. Todos esses são canais que podem ser utilizados, em que a vítima ou o denunciante não necessariamente têm que ser identificados”, afirma.
Ela ainda afirma que a sociedade deve trabalhar com a educação e letramento, pois o autoconhecimento ajuda as vítimas a perceberem quando estão em situação de violência e romperem com o ciclo de violência o quanto antes, mas que, para isso, a educação é essencial. A delegada ainda trouxe suas vivências e histórias ligadas ao exercício da profissão, e levantou pontos que estão relacionados à violência doméstica, como educação sexual e consequências psicológicas.
“Acima da Polícia Civil, ambiental, penal, técnica e do governo, tem campanhas educacionais, tanto nas escolas quanto campanhas televisivas e nas redes sociais. Então, é esse o papel de redistribuir esse tipo de mensagem e esse tipo de auxílio público, do não à violência e da denúncia também”, complementa a delegada.
